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Equipe Hospital Brasília - Equipe Hospital Brasília Atualizado em 03/06/2026

Endocrinologia

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Hipotireoidismo na gravidez afeta o bebê? Entenda a condição

Saiba como o hipotireoidismo na gravidez pode impactar a saúde do bebê, quais são os riscos e a importância do diagnóstico precoce.

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O funcionamento adequado da tireoide é essencial para o desenvolvimento fetal. Entenda por que o acompanhamento durante a gestação é tão importante.

A gravidez é um período de transformações intensas no organismo feminino. Entre os diversos cuidados necessários durante a gestação, a saúde da tireoide merece atenção especial. Mesmo que muitas mulheres nunca tenham apresentado alterações hormonais antes de engravidar, é possível que problemas relacionados à tireoide surjam ou sejam identificados durante o pré-natal.

Quando não diagnosticada ou acompanhada adequadamente, o hipotireoidismo na gravidez pode trazer riscos para o desenvolvimento fetal e para a saúde materna. Por isso, o acompanhamento médico e a realização dos exames recomendados durante o pré-natal são fundamentais para uma gestação mais segura.

O que é hipotireoidismo?

O hipotireoidismo é uma condição caracterizada pela produção insuficiente dos hormônios da tireoide, glândula localizada na região anterior do pescoço. Esses hormônios desempenham funções importantes no organismo, participando da regulação do metabolismo, da temperatura corporal, do funcionamento cardiovascular e do desenvolvimento neurológico.

Durante a gravidez, a demanda por hormônios tireoidianos aumenta significativamente. De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), até 6% das gestantes apresentam hipotireoidismo. Isso acontece porque, especialmente nas primeiras semanas de gestação, o bebê depende dos hormônios produzidos pela mãe para seu desenvolvimento, principalmente o cerebral.

Quando essa produção não ocorre de forma adequada, podem surgir impactos tanto para a gestante quanto para o feto.

Por que a tireoide é tão importante para o bebê?

Os hormônios tireoidianos participam diretamente da formação e maturação do sistema nervoso central do feto. Nas primeiras semanas da gestação, antes que a tireoide do bebê esteja completamente funcional, a única fonte desses hormônios é o organismo materno.

Segundo a American Thyroid Association, o hipotireoidismo não diagnosticado ou subtratado durante a gravidez tem sido associado ao comprometimento do crescimento do bebê e a recém-nascidos pequenos para a idade gestacional (PIG) ​​e grandes para a idade gestacional (GIG).

Por esse motivo, a identificação precoce de alterações na tireoide é considerada uma das medidas importantes dentro do acompanhamento pré-natal.

Como o hipotireoidismo na gravidez pode afetar o bebê?

Quando o hipotireoidismo não é adequadamente acompanhado durante a gestação, alguns riscos podem aumentar. Pesquisas mostram associação entre alterações tireoidianas maternas e complicações como:

  • Restrição do crescimento fetal;
  • Baixo peso ao nascer;
  • Parto prematuro;
  • Alterações no desenvolvimento neurológico;
  • Maior risco de sofrimento fetal;
  • Complicações gestacionais que podem impactar mãe e bebê.

Esses riscos estão mais relacionados aos casos em que a condição não é identificada ou monitorada adequadamente. Atualmente, o acompanhamento pré-natal permite avaliar a função tireoidiana e monitorar possíveis alterações ao longo da gravidez.

A condição também pode impactar a saúde da gestante. Entre as possíveis complicações associadas ao hipotireoidismo durante a gravidez estão alterações da pressão arterial, anemia, fadiga intensa e maior risco de algumas intercorrências obstétricas.

Quais sintomas podem indicar hipotireoidismo na gestação?

Nem todas as mulheres apresentam sintomas evidentes. Em muitos casos, a alteração é descoberta apenas por meio de exames laboratoriais realizados durante o pré-natal.

Quando presentes, os sintomas podem incluir:

  • Cansaço excessivo;
  • Sonolência frequente;
  • Ganho de peso acima do esperado;
  • Prisão de ventre;
  • Sensação constante de frio;
  • Pele seca;
  • Queda de cabelo;
  • Dificuldade de concentração;
  • Inchaço.

Como esses sinais também podem ocorrer em uma gravidez normal, a avaliação médica é indispensável para esclarecer a causa dos sintomas.

Algumas mulheres apresentam maior probabilidade de desenvolver alterações da tireoide durante a gestação.

Entre os principais fatores de risco estão:

  • Histórico pessoal de doenças da tireoide;
  • Histórico familiar de hipotireoidismo;
  • Presença de doenças autoimunes;
  • Infertilidade ou dificuldade para engravidar;
  • Abortos espontâneos recorrentes;
  • Idade materna mais avançada;
  • Alterações hormonais identificadas anteriormente.

A importância do pré-natal para a saúde da mãe e do bebê

O pré-natal é uma das principais ferramentas para identificar precocemente alterações que podem impactar a gestação. Muitas condições, incluindo problemas hormonais, podem não apresentar sintomas claros nas fases iniciais, tornando os exames periódicos fundamentais para o monitoramento da saúde materna e fetal.

A avaliação adequada permite acompanhar o desenvolvimento do bebê, investigar possíveis fatores de risco e promover uma gestação mais segura em todas as etapas

O Hospital Brasília conta com estrutura completa para atendimento materno-fetal, equipe especializada em obstetrícia, endocrinologia e medicina fetal, além de tecnologia avançada para realização de exames e acompanhamento pré-natal.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

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NASCIMENTO, I. B. et al. Disfunções tireoidianas durante a gestação. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbsmi/a/v8XPN8dbbxmgYkdMzy97y3j/?format=html&lang=pt. Acesso em: 02 jun. 2026.

KRASSAS, G. E.; POPPE, K.; GLINOER, D. Thyroid function and human reproductive health. Human Reproduction Update, 2010. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3354841/. Acesso em: 02 jun. 2026.

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